segunda-feira, 13 de março de 2017

Desafio ortográfico - Analise estas duas orações: Eu APOIO sua decisão! e Contamos com seu APOIO. A qual classe de palavras pertence a palavra em destaque na primeira e na segunda oração?

Adalto Paceli
Quando escrevo MAL e quando escrevo MAU ?
Simples, MAL é o contrário de bem ( Advérbio) - Minha amiga está passando mal. ( Minha amiga não está passando bem).
MAU é o contrário de bom ( Adjetivo ) - Aquele homem é MAU.
( Aquele homem não é bom. )
Em resumo MAL X BEM, MAU X BOM.
Adalto Paceli

sábado, 11 de março de 2017

Amor é bicho instruído 
Olha: o amor pulou o muro 
o amor subiu na árvore 
em tempo de se estrepar. 
Pronto, o amor se estrepou. 
Daqui estou vendo o sangue 
que escorre do corpo andrógino. 
Essa ferida, meu bem 
às vezes não sara nunca 
às vezes sara amanhã. 


Carlos Drummond de Andrade


Dicas ortográficas do uso do "x" :
1. Antes de ditongos o som do /ch/ deve ser escrito com x, veja:
cAIxa - amEIxa - pEIxe...
2. Após a sílaba ME - veja :
MExa - MÉxico - MExerica... - Exceção: Mecha de cabelo.
3. Após a sílaba EN - veja :
ENxofre - ENxada - ENxame - ENxaguar... - Exceção: encher (cheio)
Adalto Paceli
Dica ortográfica: Escritas do porque
Vai perguntar? Então escreva o Por que
dessa forma, no início. Veja:
Por que você não foi ao teatro?
Caso queira colocar o por quê no final, use essa forma. Veja:
Você não foi ao teatro, por quê?
Ao responder, deve escrever porque. Veja:
Não fui porque estava doente.
E o porquê? Esse é sinônimo de motivo ou razão, tem a função de substantivo e geralmente vem antecedido dos artigos o, os, um; ou da preposição + artigo "do". Veja:
Alguém pode me dizer o porquê desta bagunça?
Será que tudo na vida tem um porquê?
Não passe a vida em busca dos porquês, viva simplesmente!
Adalto Paceli
Carlos, sossegue, o amor
é isso que você está vendo:
hoje beija, amanhã não beija,
depois de amanhã é domingo
e segunda-feira ninguém sabe 
o que será.
Carlos Drummond de Andrade
I. Dica sobre acentuação (´) e (^) - Identificar a sílaba tônica da palavra é essencial para acentuar corretamente as palavras. Há muito mais palavras sem acento que com acento.
Toda palavra tem uma sílaba forte, exceto os monossílabos átonos,
por exemplo: de, paz, cal, etc.
Para identificar a sílaba forte, leia-a em voz alta e perceba qual sílaba você pronuncia com mais intensidade, essa será a sílaba tônica. Veja:
carTEIra, LIvro, lenÇOL, geneRAL, vestibuLAR, caMInho, beLEza.
O acento serve para identificar a sílaba mais forte. Veja:
caFÉ, históRIA, MÉdico, saÚde, troFÉU.
Quando a última sílaba é a mais forte, dizemos que essa palavra é OXÍTONA. Veja:
ParaNÁ, matiNÊ, mocoTÓ, tamBÉM, paraBÉNS, PortuGAL, lenÇOL,
biquiNI, uruBU, etc.
Chamamos de PAROXÍTONA a palavra cuja sílaba mais forte é a penúltima. Veja:
aÇÚcar, diFÍcil, ÓRfão, ciÊNcias, XÉrox, caDEIra, prinCÍpio, reCIbo, etc.
PROPAROXÍTONAS são as palavras em que a antepenúltima sílaba é a mais forte ou tônica. Veja:
ÂNcora, reTÂNgulo, ÁRvore, proparoXÍtona, etc.
Observações:
Verifique que todas as palavras proparoxítonas são acentuadas, mas as oxítonas e as paroxítonas não. Aí é que entram as regras de acentuação.
É imprescindível saber quando a palavra é oxítona, paroxítona ou proparoxítona, pois as regras de acentuação dependem dessa percepção.
Adalto Paceli

sábado, 14 de janeiro de 2017


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Nelson Rodrigues
Assisti a algumas adaptações para a tevê da obra de Nelson Rodrigues, por exemplo, Engraçadinha, na tevê, e A dama do lotação, no cinema; mas não havia lido esse aclamado escritor. Tive essa oportunidade com um livro que faz um apanhado de algumas de suas histórias, publicado há muitos anos pela Folha de São Paulo, pude assim conhecer um pouco mais sobre ele, por exemplo, que era um apaixonado pelo futebol. Dos episódios que li, chamou-me a atenção o conto A coroa de orquídeas, a propósito, a infidelidade conjugal, me parece ser o eixo de sua obra. Aprecio autores que nos mostram a realidade crua da vida, mas com originalidade e criatividade, coisa que Eça de Queirós também o fez com maestria.
Voltando ao A coroa de orquídeas e atendo-me a ele para que você, colega leitor(a) não se veja dispensado(a) de lê-lo, à guisa de isca, comento que, embora seja uma situação triste, um velório, acabamos nos surpreendendo, rindo e refletindo com o desenlace da narrativa, é ler para crer.
Adalto Paceli

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Os Maias


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Embora a República Portuguesa  só tenha sido proclamada em 1910, na segunda metade do século XIX, 1850 a 1900, a elite já sonhava com ela, muitos consideravam que esse novo sistema resolveria os problemas que julgavam serem consequência de uma monarquia obsoleta. Você vai perceber isso ao ler Os Maias, romance realista de Eça de Queirós. Esse é apenas um dos muitos aspectos da sociedade portuguesa abordado por esse artista das palavras. A sensação, por vezes, é de estarmos em plena Lisboa, tal é a maestria do autor ao nos revelar, por exemplo, a vida ociosa das famílias abastadas de um Portugal inexpressivo no cenário europeu da época, a fortuna dessas famílias vem da riqueza acumulada durante a exploração das colônias, em especial, o Brasil, mas ainda se cita Angola, pois muitas das colônias só foram libertadas já na segunda metade do século XX.
Porém, esse é o pano de fundo, pois o que se sobressai nesse romance é a composição ou decomposição do caráter de alguns personagens, do protagonista Carlos da Maia e de  seu amigo João da Ega, dentre outros. A infidelidade conjugal, a pusilanimidade, a indolência, a fofoca são algumas das feridas que são expostas por Eça crua e duramente.
Então você, colega leitor, talvez esteja pensando que se trata de um romance histórico, com muitas características extremamente parecidas com a da sociedade brasileira de hoje e você está certo, mas não estaria se concluísse que ler as 582 páginas seja algo cansativo, pois a leitura flui, a gente fica envolvido pelo enredo, pela forma artística criada pelo romancista para contar essa história, em resumo,  não se quer interromper a leitura e, por vezes, fica-se boquiaberto e  surpreso com alguns desenlaces, um em especial que percebi por alto, num momento da leitura, mas não quis acreditar...
Bom, quer saber mais? Ah, você já assistiu à minissérie televisiva e pensa que isso substitui a leitura? Engano seu, o livro tem  outra linguagem, a literária, e é imensamente superior.



Adalto Paceli

domingo, 18 de dezembro de 2016



Eneida
Eneida
Tendo lido Odisseia e gostado da narrativa, quis, na sequência, ler Eneida, mesmo sem ter muitos fundamentos para esse gênero. Não imaginava, no entanto, que Eneias, o herói, viesse a ser um fugitivo do cerco, invasão e destruição de Troia. 
Tal fuga, segundo a narrativa de Virgílio, deu-se sob a proteção dos deuses que envolveram Eneias, seu filho e seu pai, dentre outros com uma nuvem ou fumaça, possibilitando a escapada e, no futuro, a continuação do povo troiano. 
Há de se destacar aqui, que o protagonista de Eneida não nos é apresentado, de início, como vencedor, ao contrário. Porém, isso não impediu que ele fosse o líder de um povo que renasce das cinzas e que, como em toda boa odisseia, passa por inúmeras provações. 
Num determinado momento, depois de terem vagado pelo mar por 7 anos, num ato de cansaço, as mulheres desse povo, incitadas por uma deusa ciumenta, protestam tentando incendiar os navios. Outra intervenção divina envia forte chuva, evitando assim a destruição total das embarcações. Pensei que puniriam as mulheres, mas Eneias tem atitude sensata e permite aos cansados e aos que não desejam continuar, ficarem naquela terra de parentes e ele segue com os que tinham sonho de refundar a nação troiana; que se dará onde hoje é a Itália, em especial Roma.
De um vencido vem a vitória!
Embora em muitos pontos hermética, com muitas descrições, muitos nomes e excessivos discursos, foi um desafio agradável ler essa obra, a qual indico, pois nos serve de base para boas leituras vindouras.
Boa leitura!

Adalto Paceli

domingo, 11 de dezembro de 2016

A vida é amável!
Dizia minha tia,
irmã de minha vó.
Mamãe isso repetia
Como um mantra.
Eu achava lindo,
Ficava reflexivo,
aos poucos acreditava,
nessa verdade que em mim se incorporava.
Aprendi aos poucos da vida gostar.
Apreciar as flores, as árvores, a água de um regato correndo.
Agora tento,
é difícil, já vou adiantar,
um palavrão de poucas letras evitar.
Essa palavrinha-palavrão é uma desmancha prazer,
pode “crê”!
Pensando bem, vou trocá-la por um
e.
Já maduro, só aumenta em mim
a vontade de viver,
sabe por quê?
Ora, porque a vida é amável,
Ninguém quer, de verdade, morrer!
Sabe quando o sol queima a pele da gente
E um não sei quê vem de dentro.
Arrepia e sem querer, a gente sente
uma coisa doida?
Isso é vontade de viver!
Então se cantarola, ri, dá uns passinhos de dança
No meio da rua.
E se vier uma fina chuva?
Hum... Viver é bom à beça.
Tá comichando, aquele palavrão quer sair.
Não! Nesse poema só vale o
e!
Os amigos, o sorriso deles?
O abraço apertado?
No olhar, a cumplicidade,
história de amor longínqua,
chamada, por convenção,
de amizade.
O gargalhar de um amigo é como
águas de uma cachoeira a descer,
respinga na gente, refresca a alma,
Faz nossa força renascer.
A vida é amável,
Dizia minha tia,
Irmã de minha vó.
Viu, consegui,
Só falei de coisas boas.
E só falei o “palavrãozinho”
e.
O outro de lado deixei.
Pensando bem, vou usá-lo,
Só vou acrescentar um
i.
O que eu quero é viver
mais
e
mais!
Adalto Paceli

Dilma


É mulher, 

mas não é mulher qualquer!

É de fibra,

É fortaleza!

Sabe o que quer.


Sabe seu lugar e não se rende à pressão,

segue seu coração!


_Mulheres, onde vocês estão?

Como podem permitir tamanha perseguição?

Cadê o senso feminino,

a delicadeza do olhar,

que não lança sequer um, mesmo de relance,

para essa mulher?


Cadê o pobre, o assalariado?

 Será que não entende?

-Meu povo, ela é mulher, é líder, foi eleita, é presidente!


-Direita, machistas, elitistas, vocês também são brasileiros.

Como permitir tal ignomínia,

extrema covardia, estúpida perseguição!?



domingo, 19 de junho de 2016

O buraco da agulha



O Buraco da Agulha

A Segunda Guerra Mundial está em seus momentos decisivos, um homem pacato vive em Londres e está acima de qualquer suspeita, sera? Na verdade, é Die Nadal, um espião da total confiança de Hitler que vive como Faber na capital inglesa. Sua missão é descobrir se realmente os Aliados têm o arsenal bélico que dizem ter.
Mas essa é só a ponta do iceberg, pois Ken Follet, escritor britânico se mostra um mestre na arte de escrever, vai do alto suspense à descrição de detalhes que o denunciam como profundo conhecedor do assunto. Alia-se a isso, a criação de personagens consistentes com situações e diálogos que nos prendem, pois há ação, honra, amor e coragem, tudo isso misturado a um eletrizante clima de mistério.
O autor desse best seller, nos apresenta vários cenários e durante a narrativa, vai alternando entre um e outro, deixando o romance dinâmico e atraente.
Aí vai a dica.



Professor Adalto - professorpaceli.blogspot.com



sábado, 11 de junho de 2016

Depois do vinho




 Baco,




Não sei onde estou
Onde fico ou aonde vou!
Se  ao Tártaro
Ou na Terra fico,
No espaço talvez ...



Mas onde encontrar quem fui?
Cadê Mariliz, aquela que tem porte de atriz
Quase minha amiga
E que agora se foi
Por caminhos que não sei.




Sei que triste ando,
 Por onde andam
Rodrigo e Fernando?
  Coração aberto, riso largo.
Sei que contemplando a vida
 Não consigo atinar
 com o que há de vir 
nesses meus cinquenta e quatro.


Oh, juventude que atravessa meus caminhos
Feito canteiros de flores e espinhos.
Por onde anda Mariliz?
Sim, a que tem porte de atriz
Que tocava piano e que parece ser feliz.
Sim, aquela que quando ao sol seu cabelo lembra mel
E que agora busca novos caminhos.

Fico aqui nesse plano, morrendo de frio nesse apartamento,
Sinceridade? Tem vezes que não aguento
Vem- me a vontade de colocar a cara na janela
E gritar aos sete ventos: 
Oh, mamãe, cadê você?
Ô maninha, cadê você?
Por que foram tão cedo?

Não quiseram esperar um café?
Que pena,  o que pensava defeito deixou saudade.
Voltem! Eu sei, ele não deixa!
Esse inimigo-amigo tempo
Que nos separa de quem amamos
E que nos ajuda a esquecer e continuar vivendo.

Restam ainda o ar, o sol, os pensamentos,
a música, meus livros, meus filhos,
os amigos sem “meus”.

Ah, e Meu Bem,
Ainda bem, por que senão,
Como continuar vivendo?

Adalto Paceli



quarta-feira, 8 de junho de 2016

O leitor do trem das 6h27


O Leitor Do Trem Das 6h27

Caso você me perguntasse como saber se um livro é ou não literatura, como fez uma colega professora, eu não daria  resposta de chofre, pois a questão é delicada por leitura ser algo muito pessoal. Há uma moderna corrente que afirma que o importante é ler, não digo que estão totalmente errados. Quantos de nós passamos a ser leitores ao travarmos contato com livros bem simplórios, ou mesmo gibis, e para os da minha geração, ih, que vergonha! fotonovelas, pronto, falei!
Há aqueles livros que nos prendem pela história, o enredo é instigante, queremos saber o que vai acontecer logo em seguida, e assim os lemos rapidamente e logo queremos ler mais um com outra história eletrizante, isso também é válido, não é? É bom ler um livro com uma história que flui. Esses são do estilo dos do Nicholas Sparks, estou lendo paralelamente com outro, um deles "Um homem de sorte", já li outros, dos quais já comentei em outros textos.
Alguns metidos a intelectuais que vivem criticando este ou aquele gênero literário, isso é preconceito, cada um lê o que quiser, uma categoria bem criticada é a dos livros de auto-ajuda, a exemplo dos do Augusto Cury, confesso que li alguns dele e foi válido.
No entanto, há uma categoria de livros que nos prendem pelo que não dizem diretamente, pelo que está nas entrelinhas, nas figuras de linguagem e que pedem que de repente paremos a leitura e digamos "Que lindo", "Isso mexeu comigo", "Também sinto essas coisas". Ou depois que lemos um capítulo, ou o livro todo, nos pegamos pensando numa coisa que foi dita ou que aconteceu na história e esses pensamentos vão nos envolvendo, misturando às vezes com outra leitura. Dentre esses estão Memórias Póstumas de Brás Cubas; Dom Casmurro; Zorba, o grego; O pequeno príncipe; Dom Quixote, dentre outros.
Gostaria de incluir nessa categoria O leitor do trem das 6h27, o autor é um francês quarentão e tipo galã - Jean Paul Didierlaurent. Um livro que, a princípio, parece despretensioso, mas é nisso que ele nos prende, pois atingir a simplicidade não é tarefa simples na arte de escrever, conta a história de Guylain, um cara pacato que trabalha numa usina de reciclagem de livros e que adora pegar às escondidas as folhas que escapam da máquina de reciclagem para lê-las em voz alta no trem que o conduz ao trabalho e os demais passageiros adoram ouvi-lo. 
Mas essa é só a ponta do iceberg, o livro entra por veredas de amizade, otimismo, fidelidade, paciência e por outros singelos caminhos que vão facilmente ganhando o coração do leitor.
Aqui vai mais essa dica.

Adalto Paceli de Oliveira



domingo, 29 de maio de 2016

Coisinhas


Felicidade se acha em horinhas de descuido. ( Guimarães Rosa )

Chorar com uma mãe, em sala de aula, o filho espancado pelo pai.

Uma sobrinha distante em sua primeira festa de aniversário, aos 33 anos, alegre feito criança.

O garoto associar os tubos dos astronautas da Chálenger ao tubo na garganta de seu pai e acreditar que esse não morrera, mas que fora explorar estrelas. ( O leitor do trem das 6h27 )

Júlia, ao final de minha leitura sobre T'ô, a menina cega, cujo pai morrera na guerra, enxugar as lágrimas. ( Texto, Rumo ao sol ),

Alguém próximo que não consegue se libertar da cocaína e seguir sua vida dignamente.

A colega deprimida que chora com a chave da sala em sua mão por não conseguir abrir a porta.

A amiga que docilmente toma-lhe a chave, abre a porta e a conduz gentilmente para dentro.

A mulher que eu e mais 54 milhões escolheram para presidente ser colocada de escanteio por um monte de corruptos.

Felicidade foi se embora e a saudade no meu peito ainda mora, e é por isso que eu gosto lá de fora, porque sei que a falsidade não vigora.

Tristeza: Por que está assim, Violeta? Que borboleta morreu no jardim? ( Guilherme Almeida )

A amizade é uma espécie de amor que nunca morre.   ( Mário Quintana )

...

Adalto Paceli

professorpaceli.blogspot.com

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Outrofobia



Visitando a Internet, "zapeando", vi, por acaso, esse livro e o que chamou minha atenção foi justamente o título do livro "Outrofobia". Fiquei intrigado e quis saber do que se tratava, então adquiri e li.
Alex Castro, um escritor quarentão vindo da classe média alta carioca venceu a inércia do berço de ouro e enxergou no outro um diferente, mas com direitos iguais. Combate com seu discurso e comprovações o racismo, a homofobia, o preconceito contra a mulher e o pobre, apresentando bons argumentos.
No entanto, muita vezes sua fala é um tanto agressiva, pois ele mesmo declara que não tem a intenção de afagar egos, por isso,
caso resolva lê-lo, esteja preparado para se ver em muitas situações em que você se considerava bem situado, mas na verdade, guardava um preconceito não identificado.
É polêmico ao dizer, por exemplo, que o cavalheiro é, na verdade, um machista e a mulher que é alvo dessas mesuras está em condição de submissão.
Concluindo veio-me um pensamento: "O mundo ama seu lodo e não quer que o agitemos” ( Dostoievsky ).
Aí vai outra sugestão de leitura!
Um abraço,

Adalto Paceli

domingo, 10 de abril de 2016


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A invenção 
de Hugo Cabret







     Há alguns anos assisti ao filme no cinema e fiquei encantado com a história, os diálogos e cenas, os atores mirins que interpretaram Hugo e Isabelli são carismáticos. Enfim, o filme cativou-me, mas ficou adormecido em mim.
Algum tempo depois, adquiri o DVD e há poucos dias, num projeto com o 7º ano de produção de resumos, passei esse filme para os alunos e, pelo que percebi, gostaram muito.
     A história tem como um dos personagens principais, George Mèliès, um grande mágico do início do século XX que  conheceu os irmão Lumièri, por vezes considerados os inventores do cinema, nesse encontro apaixona-se pela 8ª arte à qual passa a dedicar sua vida...
Hugo, cuja mãe morreu em seu parto, fica órfão de pai aos 12 anos e vai morar com seu tio Claude, que era ótimo relojoeiro, mas também alcoólatra. Esse tio consertava e acertava os relógios de estação ferroviária de Paris e ensina esse ofício ao garoto...
Resultado de imagem para capa do livro a invenção de hugo cabret     Até então eu não conhecia o livro homônimo, Alan, um aluno, comentou sobre a obra em sala e a ofertou-me. Gente, se o filme é encantador, essa edição do livro, cuja capa está fotografada com esse texto, é mais ainda. Talvez alguém perguntaria o porquê, e eu responderia, o livro vem com uma sequência verbal e outra visual composta de grafites lindíssimos. Então você lê e vai curtindo uma sequência maravilhosa de imagens, ampliando ainda mais o universo mágico da obra...
     Há uma pergunta recorrente quando o assunto é livro x filme, qual é melhor? Caso os dois sejam bem feitos, como é o caso da Invenção de Hugo Cabret, ambos agradam, igualmente. Apenas uma nota geral para essa dualidade: A história é a mesma, a maneira de contá-la é que se altera, numa temos a linguagem literária, que quando apenas verbal, nos obriga a ampliar nossos sentidos para entrar na história; a outra é a linguagem fílmica, que nos traz dois sentidos, o visual e o auditivo, os quais podemos ampliar, conforme nosso interesse pelo que está sendo contado.
     Imaginei você lendo o livro em voz alta para alguém e, à medida que lê, vai passando as páginas com os grafites reforçando as cenas narradas, seria um momento mágico, não? Aí vai a dica.

Abraço,

Professor Adalto Paceli


Professorpaceli.blogspot.com



sexta-feira, 8 de abril de 2016

Dilma


É mulher, 

mas não é mulher qualquer!

É de fibra,

É fortaleza!

Sabe o que quer.


Sabe seu lugar e não se rende à pressão,

segue seu coração!


_Mulheres, onde vocês estão?

Como podem permitir tamanha perseguição?

Cadê o senso feminino,

a delicadeza do olhar,

que não lança sequer um, mesmo de relance,

para essa mulher?


Cadê o pobre, o assalariado?

 Será que não entende?

-Meu povo, ela é mulher, é líder, foi eleita, é presidente!


-Direita, machistas, elitistas, vocês também são brasileiros.

Como permitir tal ignomínia,

extrema covardia, estúpida perseguição!?






Adalto Paceli

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Ensino que funciona



Com base em pesquisas nos Estados Unidos e com relatos de experiências, acompanhados de gráficos, esse livro trouxe para mim reflexão e enriquecimento, pois embora ressalve logo no início que sua aplicabilidade depende de uma estrutura educacional bem organizada, o que não é o caso das diversas instâncias educacionais brasileiras, é possível apropriar-se das experiências e teorias aqui relatadas e adaptá-las à nossa frágil realidade.
Essa obra traz oito estratégias, como meu texto tem a intenção de ser sintético, me aterei a uma delas, resumir e fazer notas, capítulo  introduzido com um estudo de caso e brevemente indica que "para resumir efetivamente, os alunos precisam eliminar algumas informações, substituir algumas e manter outras". Acrescenta ainda dicas: eliminar o material trivial desnecessário, eliminar material redundante, substituir termos mais abrangentes para mais específicos, selecionar uma sentença principal, ou inventar uma caso ela não exista no texto...
Chamou minha atenção também quando na introdução, os três autores do livro fizerem um análise histórica da educação, lembrando que, a princípio e ainda hoje, ela é vista como arte " A arte de ensinar", mas que a tendência, que já ocorre em diversos níveis, é que a educação seja encarada como uma ciência, "A ciência do ensinar e do aprender". Daí, segundo o livro, a necessidade de se incluir no dia a dia da sala de aula de qualquer disciplina critérios científicos e planejamento.
Enfim, vale a pena debruçar-se sobre essa leitura, ler, reler, anotar e pretendo tê-la no meu dia a dia, informo que o referido estudo fez parte da bibliografia do último concurso de Coordenação e Supervisão da Prefeitura de Ribeirão Preto.
Um abraço,



Adalto Paceli